Moderadores: Casimira Flor, Nuno Silva

A segurança obtém-se influenciando as pessoas e isto significa orientar comportamentos e acompanhar essa orientação. Trata-se reconhecidamente de um processo lento e condicionado que tem a ver com factores que vão da organização à formação profissional, sem esquecer a envolvente social.

As organizações só mudarão pela conjugação das vontades colectivas, o esforço comum e a crença de mudar. Inovar é um processo que tem de estar no interior de cada um dos intervenientes, para que ela seja possível. Acreditamos que os níveis de segurança e saúde nas organizações aquilo que os actores fazem dela.Somos muitas vezes levados a concluir que, só uma certa inconsciência e ignorância nos trás bastante seguros. De facto, o dia a dia, felizmente de um modo geral sem percalços, tem projectado para segundo plano potenciais riscos que a todo o momento podem emergir. É indispensável que cada um e todos conheçam os riscos que correm, dos meios de que dispõem e como actuar.

Os acidentes que acontecem nas organizações, não são fruto do acaso, nem são simplesmente falhas tecnológicas e nem podem ser imputados a um só indivíduo, pois são processos que se desenrolam no tempo, acumulando erros que são mal interpretados no período de incubação, aumentando por isso mesmo a vulnerabilidade do próprio sistema. Sendo assim, a ocorrência de um acidente pode ter a potencialidade de obrigar toda a organização a questionar-se sobre a relação entre os seus pressupostos de segurança e as práticas organizacionais e, deste modo introduzir mudanças futuras.

Procurando não ter em conta apenas, o cumprimento da legislação existente de segurança, higiene e saúde no trabalho e como profissionais destas áreas sensibilizados para factores que orientam, favorecem ou condicionam a nossa acção, a possibilidade da elaboração de um documento flexível e inovador, tendente a facilitar e a melhorar as condições de segurança e a saber utilizar os seus instrumentos tornou-se, também, nosso imperativo, pois planeando antecipadamente, fornecemos informação sobre procedimentos concretos a tomar em situações específicas de risco.

Saber agir, face a uma situação de risco é uma tarefa extremamente importante para todos, cabe por isso à entidade empregadora dar orientação, formação e educação aos trabalhadores das organizações, nesta matéria de eminente interesse social, ajudando-os, quiçá, a salvar-se e a salvar outras vidas perante situações de perigo e/ou perigo iminente e a respeitar o ambiente envolvente, cuja utilização, para bem da sociedade, todos desejamos mais racional, sadia e disciplinada.