Moderadores: Casimira Flor, Nuno Silva

Desafios da Gestão de Conhecimento

O conhecimento é um ativo corporativo, é necessário gerir e cuidar desses ativos para dominar conhecimento, pois quanto maior for o conhecimento adquirido pelas Organizações, maior vantagem competitiva poderá ter em relação aos concorrentes.

O conhecimento numa Organização é percebido na rotina de trabalho, em documentos, processos e práticas. Através do conhecimento pode ser desenvolvidos novos produtos ou serviços, facilita a tomada de decisões, criação de estratégias para enfrentar concorrentes, entre outros benefícios que agrega a Organização.

No sentido de valorizar o conhecimento das pessoas, Chiavenato , relata que “as pessoas transformam a informação em conhecimento, fazendo comparações, analisando as consequências, procurando as ligações e conversando com outras pessoas sobre as informações recebidas”.

Neste sentido, quando uma pessoa pode contribuir com o seu conhecimento para uma empresa, tem em conta suas experiências, pondera fazendo comparações com outras situações, analisando a consequência que esse conhecimento pode trazer para uma empresa e principalmente troca informações com outras pessoas e dessa troca de informações surgem ideias importantes para a Organização.

Chiavenato, relata que “o conhecimento é uma mistura da experiência condensada, dos valores, de informações contextuais e insight (discernimento) de uma pessoa e que proporciona uma estrutura para avaliação e incorporação de novas experiências e informações”. Sendo assim, o conhecimento que as pessoas possuem e a experiência que conseguiram durante o trabalho serve para que uma Organização introduza novas experiências, vivências e novos conhecimentos para a empresa

Diante do exposto anteriormente, entende-se que a gestão de uma Organização não deve valorizar só metas e objetivos, deve conhecer bem o capital o humano que dispõe, seus valores, conhecimentos, sentimentos para que através do conhecimento das pessoas individuais e no coletivo possa sim formular estratégias para atingir metas e objetivos, conseguindo tornar-se mais competitiva.

Desta forma, a Organização deve valorizar o conhecimento dos seus colaboradores, pois este é um ativo significativo, porque através do conhecimento podem-se agregar valores aos produtos, serviços, podendo inovar, criar novos produtos e serviços e a inteligência das pessoas irá favorecer transformações de uma Organização.

 

 Ref bibliográficas:

CHIAVENATO, Idalberto. - Gestão de Pessoas. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.ISBN-9788520437612

construção de uma ficha de proposta a uma Comunidade de prática

 

Objectivos

 

-            Partilhar conhecimento e trocar experiências

-            Desenvolver competências, aprender uns com os outros

-            Gerar novas soluções, criar novo conhecimento nos domínios específicos de cada Rede

-            Acumular e disseminar  saber (produtos, práticas de referência, etc.)

-            Validar produtos e práticas desenvolvidas pelos participantes (validação interpares)

 

Domínios

 

É importante que cada categoria defina e delimite os domínios técnicos a debater no seu seio.  Os domínios de cada categoria  conferem-lhe identidade e legitimam a sua própria intervenção.

É fundamental que os temas a tratar se enquadrem simultaneamente nas prioridades da nossa Organização .Ou seja, os domínios a tratar devem  corresponder a problemas verdadeiramente sentidos pelos agentes envolvidos e devem ter relevância estratégica para a nossa  organização .

“É esta interacção entre o significado/sentido pessoal e a relevância estratégica que é uma potente fonte de energia e valor. Os domínios que permitem esta ponte serão capazes de inspirar a liderança e o espírito de pesquisa que marcam e caracterizam as comunidades de prática que mais se destacam”

 

Os participantes de cada Rede Temática devem questionar:

 

·         Que temas e assuntos nos preocupam?

·         O que pretendemos aprender?

·         Como é que esses domínios se articulam com a estratégia de cada organização envolvida? 

·         O que é que vamos retirar dos temas a debater?

·         Quais as questões mais importantes que merecem ser aprofundadas?

·         Que liderança estamos dispostos a assumir quando promovemos e desenvolvemos o nosso domínio?

·         Que tipo de influência pretendemos ter?

·         Que políticas pretendemos influenciar? etc.

 

Ao colocar este tipo de questões, cada tópico desenvolve e partilha uma melhor compreensão do seu respectivo domínio, consensualiza interesses, encontra a sua própria legitimidade e envolve e implica melhor os seus membros.

 

Adaptado de Wenger, E; McDermott, R; Snyder,W (2002)  Cultivating Communities of Practice, Harvard Business School Press, Boston, Massachusetts.

 As Comunidades de prática que nascerem serão posrtas à consideração de um grupo de peritos no tema .