Moderadores: Casimira Flor, Nuno Silva

Grande parte do conhecimento que uma organização necessita, embora já existindo nela, está inacessível ou indisponível. As informações sobre os conhecimentos existentes, bem como, sobre com quem e onde encontrá-los, são por vezes limitadas. A gestão do conhecimento visa proporcionar um ambiente no qual se possa identificar, partilhar e criar conhecimento que agregará valor à Organização e contribuirá para o alcance de suas metas. Neste cenário, torna-se necessário criar condições para que os conhecimentos acumulados (informações, experiências, habilidades)por cada indivíduo da organização não se percam ou não fiquem restritos a uma pequena parte.

O conhecimento pode apresentar-se na forma tácita ou explícita.

 Identificar e partilhar conhecimento explícito não é tarefa difícil, pois este é claro e estruturado podendo ser representado facilmente por meio de procedimentos, documentos, bancos de dados, etc. A maior dificuldade está na identificação e partilha do conhecimento tácito, o qual refere-se ao conhecimento subjetivo, às experiências, habilidades, intuições acumuladas pelo indivíduo ao longo de sua vida.

Um mapa de fontes do conhecimento é uma ferramenta que pode servir de

infra-estrutura à partilha do conhecimento tácito.

Não contém o conhecimento, mas indica onde ele pode ser encontrado, facilitando sua localização e permitindo sua difusão entre os integrantes da Organização. Em adição,  promove a ideia de que o conhecimento corporativo pertence à Organização como um todo e não está restrito a um grupo ou indivíduo.

Assim, o processo de estruturação do conhecimento tácito nas organizações limita-se muitas vezes a localizar quem possui tal conhecimento, encaminhar o interessado para aquela pessoa, permitindo que os dois interajam . Neste contexto, pode-se dizer que o mapa de fontes do conhecimento contribui fortemente à estratégia de personalização. Este tipo de mapa tem como finalidade estruturar fontes de conhecimento orientando os membros da empresa onde buscar conhecimento quando necessitarem. “Trata-se de um guia, não de um repositório” - um tipo de Yellow Pages – no sentido  ajudar as pessoas a saberem onde ir para encontrar o que precisam Um mapa de fontes do conhecimento é um sistema simples que reduz erros, suposições e economiza tempo Acedendo um mapa do conhecimento um indivíduo terá acesso a fontes do conhecimento cuja localização

seria muito difícil, deixará de usar respostas acessíveis, porém não tão eficazes e não

gastará tempo tentando localizar o conhecimento desejado. Quando os problemas se

tornam mais complexos ou menos bem-definidos, torna-se difícil para uma pessoa

ou para a própria organização saber exatamente quais são suas profundas dimensões

ou quem pode ter novas soluções potenciais . Um mapa de fontes do conhecimento é um possível apoio. Em adição, ao representar as fontes de conhecimento existentes dentro da Organização, pode ainda ser útil na identificação de lacunas de conhecimento a serem preenchidas .É uma oportunidade para descobertas.

Desenvolver um mapa de fontes do conhecimento envolve procurar os conhecimentos, habilidades, competências existentes na organização e depois“publicá-los” com suas respectivas fontes, tornando-os acessíveis a todos os membros. Estas informações já existem na Organização, no entanto, não estão organizadas e estruturadas o suficiente, muitas vezes até desconhece-se a sua existência. Lew Platt,presidente da Hewlett Packard (HP), expressou a importância de procurar compreender melhor o que a empresa sabe como um todo quando diz: “se a HP soubesse o que a HP sabe, seríamos três vezes mais produtivos”.

 

Desenvolver um mapa de fontes do conhecimento envolve a procura dos conhecimentos, habilidades, competências existentes na organização e depois “publicá-los” com suas respectivas fontes, tornando-os acessíveis a todos os membros. Estas informações já existem na Organização , no entanto, não estão organizadas e estruturadas o suficiente, muitas vezes até desconhece-se a sua existência. O processo de estruturação do conhecimento tácito nas organizações limita-se muitas vezes a localizar quem possui tal conhecimento, encaminhar o interessado para aquela pessoa, permitindo que os dois interajam . Neste contexto, pode-se dizer que o mapa de fontes do conhecimento contribui fortemente à estratégia de personalização. Este tipo de mapa tem como finalidade estruturar fontes de conhecimento orientando os membros da Organização onde procurar  conhecimento quando necessitarem. “Trata-se de um guia, não de um repositório” - um tipo de Yellow Pages– preparado  para ajudar as pessoas a saberem onde ir para encontrar o que precisam


O Mapeamento do conhecimento é a ferramenta indicada para identificarmos:

· as competências e habilidades necessárias ao capital intelectual;
· as estruturas, sistemas e métodos do capital estrutural;
· o tipo de relação para o capital de relacionamento;
· os fatores externos do capital ambiental para uma organização, em qualquer tipo de processo.

Tópicos básicos para um mapeamento do conhecimento:


1. Histórico da Organização  - Levantamento detalhado dos fatos desde a sua criação até a atualidade.

2. Perfil da Organização- Levantamento do quadro funcional, capital social, tipo de organização, forma de trabalho e organogramas.

3. Análise Estratégica  - Analise da missão , utilizando-se de duas ferramentas estratégicas apropriadas ao perfil da Organização.

4. Diagnóstico da Organização- Análise dos processos e dos capitais do conhecimento necessários para gerir adequadamente a Organização.
5. Mapeamento dos processos (existente e ideal) - Identificação dos subprocessos e atividades.

6. Mapeamento do conhecimento - Identificação dos capitais do conhecimento existentes e necessários. e os referidos GAPs.

7. Análise dos GAPs - Identificação do déficit e do número de pessoas com GAPs, com elaboração de tabelas e gráficos.

8. Plano de Ação - Ações imediatas, de curto, médio e longo prazo para o desenvolvimento dos capitais do conhecimento.

Casimira Flor 7/11/2012